POLÍTICAS DE DEFESA COMERCIAL E SEUS IMPACTOS SOBRE A CADEIA PRODUTIVA DO COCO DO BRASIL

Autores

  • Múcio de Barros Wanderley
  • Geraldo Majella Bezerra Lopes Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia, Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Agropecuário e prospecção tecnológica e de cadeias produtivas, pesquisa e desenvolvimento e diagnóstico rural rápido, Pesquisador do do Instituto de Agronomia de Pernambuco. http://orcid.org/0000-0002-0794-1271

Resumo

Entre o final da década de 1980 e início da década de 1990, ocorreu um período de seca no Nordeste (LACERDA et al, 2014/2015), episódio comum no seu território semiárido, mas que nessa oportunidade se estendeu ao litoral e Mata Atlântica, onde se situavam, entre outros cultivos, mais de 90% dos coqueirais do tipo gigante, também conhecido como ‘comum’. Em consequência, houve frustação de safra de coco, cujo fruto seco é a principal matéria-prima para a fabricação do coco ralado, leite de coco e outros derivados (IBGE, 2018).Com a redução das colheitas, e sob o argumento de escassez dessa matéria-prima, parte das empresas processadoras de coco, então todas elas localizadas no Nordeste, se mobilizou no sentido de obter autorização do governo federal para proceder a importação de coco ralado, que é o substituto perfeito do coco seco na fabricação de coco ralado, leite de coco, doces de coco, entre outros derivados. Comporta assinalar que até a década de 1990 era diminuta a abertura comercial brasileira, sobretudo para produtos de origem vegetal e animal, e o coco ralado era um dos produtos cuja importação não estava autorizada (CORSEUIL; KUME, 2003).

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Biografia do Autor

Geraldo Majella Bezerra Lopes, Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia, Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Agropecuário e prospecção tecnológica e de cadeias produtivas, pesquisa e desenvolvimento e diagnóstico rural rápido, Pesquisador do do Instituto de Agronomia de Pernambuco.

Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia, Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Agropecuário e prospecção tecnológica e de cadeias produtivas, pesquisa e desenvolvimento e diagnóstico rural rápido, Pesquisador do do Instituto de Agronomia de Pernambuco.

Referências

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Publicado

2018-12-21

Como Citar

Wanderley, M. de B., & Lopes, G. M. B. (2018). POLÍTICAS DE DEFESA COMERCIAL E SEUS IMPACTOS SOBRE A CADEIA PRODUTIVA DO COCO DO BRASIL. Anais Da Academia Pernambucana De Ciência Agronômica, 15(2), 49–60. Recuperado de https://journals.ufrpe.br/index.php/apca/article/view/2230