Análises fitoquímicas em extrato das folhas de Anthurium affine Schott (milho de urubu)

JG Luna, DMB Souza, GC Jimenez, JF Silva Neto, J Evêncio Neto

Resumo


Apesar da ampla disposição de medicamentos no mercado, muitas dificuldades ainda existem quanto ao tratamento de determinados tipos de doenças, como é o caso das dermatites nos animais domésticos, mais especificamente nos cães. Apoiando-se na hipótese de que plantas da família das Araceae podem oferecer insumos importantes no tratamento deste tipo de doença, idealizou-se este trabalho tendo-se como principal objetivo estudar mais precisamente a composição fitoquímica do Anthurium affine Schott (A. affine), conhecido popularmente como “milho de urubu”. A partir de amostras da planta colhidas na Região Metropolitana do Grande Recife, foi confeccionado o extrato hidroalcóolico (etanol a 70%), das folhas da planta, sendo colocado para maceração por sete dias. A partir desta etapa o material foi submetido a procedimentos de filtragem e caracterização do extrato final obtido. Posteriormente, alíquotas deste material foram colhidas e trabalhadas para a realização dos ensaios de identificação fitoquímica, conforme protocolo padrão disponível na literatura. Como resultados, obteve-se um extrato hidroalcóolico da planta na concentração de 85 mg/mL; as análises fitoquímicas apresentaram resposta positiva para taninos, flavonóides, alcalóides e saponinas. Verificou-se que o A. affine apresentou um potencial fitoterápico mais rico do que normalmente se apresenta, embora estudos mais precisos sejam necessários para se avaliar os reais riscos de toxicidade no uso terapêutico da planta, como também para melhor definir os mecanismos de ação por traz dos efeitos farmacológicos atribuídos aos seus extratos.

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