Alterações estruturais hepáticas e esplênicas em cães (Canis familiaris, Linnaeus, 1758) naturalmente infectados por Leishmania (Leishmania) chagasi (Cunha e Chagas, 1937)

Autores

  • DS Pimentel

Resumo

O objetivo deste estudo foi descrever as alterações estruturais no fígado e baço de cães naturalmente  infectados por Leishmania (Leishmania) chagasi provenientes da Região Metropolitana do Recife, Nordeste do Brasil. Amostras de tecido do fígado e baço de 21 cães naturalmente infectados por Leishmania (Leishmania) chagasi foram acondicionadas em solução de formalina tamponada à 10%, cortadas com espessura de 4 µm, sendo as lâminas coradas pela técnica de hematoxilina e eosina (HE). Na avaliação histopatológica foi evidenciado infiltrado linfoplasmocitário e esteatose em 76% e 80%, respectivamente, das amostras de tecido  hepático. Por outro lado, uma reação inflamatória crônica e hipertrofia do Sistema Fagocítico Mononuclear foi encontrada em 57% de ambos os tecidos analisados, assim como distúrbios circulatórios foram observados em 86% dessas amostras. Contudo, formas amastigotas de Leishmania sp foram visualizadas em 28% (06/21) dos cortes histológicos do tecido esplênico. Em conclusão, as alterações estruturais do fígado e do baço são diretamente determinadas pela resposta imune e pela presença do parasito. 

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Publicado

13-09-2011

Como Citar

Pimentel, D. (2011). Alterações estruturais hepáticas e esplênicas em cães (Canis familiaris, Linnaeus, 1758) naturalmente infectados por Leishmania (Leishmania) chagasi (Cunha e Chagas, 1937). Medicina Veterinária, 2(2), 23–27. Recuperado de https://journals.ufrpe.br/index.php/medicinaveterinaria/article/view/696

Edição

Seção

Patologia Animal