Inventário das plantas arbustivo-arbóreas utilizadas na arborização urbana em praças públicas

Letícia Soares da Silva, Ykaro Richard Oliveira, Paulo Henrique da Silva, Rejane Magalhães de Mendonça Pimentel, Maria Carolina de Abreu

Resumo


Áreas verdes são espaços livres na cidade que devem possuir algum tipo de vegetação e tendem a assumir funções social, estética, ecológica, educativa e psicológica. A arborização urbana caracteriza-se como um dos elementos mais importantes que compõem o ecossistema das cidades e parte dessa arborização envolve as praças da cidade. Picos é uma cidade que apresenta temperaturas altas o ano todo e espaços públicos, como suas praças, são uma alternativa para proporcionar bem-estar para a população em geral. Deste modo, este estudo objetivou realizar um inventário das plantas arbustivo-arbóreas existentes em cinco das principais praças do município de Picos-PI, considerando: riqueza e abundância de espécies, fitossanidade, origem fitogeográfica e presença de plantas tóxicas. Um total 252 indivíduos vegetais foi levantado, distribuídos em 35 espécies e 17 famílias botânicas. As cinco espécies de maior ocorrência foram Ixora coccinea, Azadirachta indica, Adenanthera pavonina, Terminalia catappa e Duranta repens, representando 62,69% da comunidade estudada, sendo a praça Antenor Neiva a de maior riqueza de indivíduos. Na relação entre riqueza e abundância de espécies, verificou-se 7,2 indivíduos/espécie. Com relação à origem fitogeográfica, identificou-se 51% de espécies exóticas e 49% de nativas. A análise da fitossanidade mostrou que 95,23% das árvores encontram-se em boas condições, sem apresentar danos visíveis. Quanto  à presença de plantas tóxicas ou comprovada atividade alergênica, indicou-se as espécies Thevetia peruviana, Duranta repens e Mangifera indica, as quais podem representar algum risco para as pessoas que frequentam as praças.


Palavras-chave


Áreas verdes, espécies arbustivo-arbóreas, fitossanidade

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DOI: https://doi.org/10.24221/jeap.3.2.2018.1834.241-249

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