Produção e qualidade de beterrabas submetidas a diferentes manejos de adubação e efeito residual na produção de milho cultivado em sucessão

Autores

  • Fabrício Resende de Aguiar Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • André Cabral França Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Rafaele de Sousa Cruz Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Levy Tadin Sardinha Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Caroline Maira Miranda Machado Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Brendo de Oliveira Ferreira Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Fausto Henrique Vieira Araújo Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

DOI:

https://doi.org/10.24221/jeap.6.1.2021.3043.060-070

Palavras-chave:

Adubação orgânica, mineral, organomineral, Beta vulgaris, Zea Mays, cultivo sucessivo

Resumo

A prática do cultivo de milho sucessivo à beterraba tem apresentado retornos econômicos positivos aos produtores, sendo um dos fatores primordiais para o sucesso da atividade, a adubação. O estudo objetivou avaliar diferentes manejos de adubação nos aspectos quantitativos e qualitativos na cultura da beterraba, bem como seus efeitos residuais no cultivo do milho plantado em sucessão. O experimento foi conduzido no município de Diamantina-MG, em casa de vegetação, sob delineamento em blocos casualizados, com sete tratamentos, sendo controle (sem adubação), mineral, organomineral peletizado NPK 04-17-07 nas doses de 40, 80, 160 e 320% da recomendação para a cultura da beterraba, com quatro repetições. Avaliou-se altura de plantas, diâmetros longitudinal e transversal das raízes, clorofila A e B, peso de massa fresca e seca da parte aérea e raízes, produtividade, teor de sólidos solúveis e o tempo de prateleira. Na segunda etapa experimental, verificou-se o número de espigas por planta, peso por espiga, peso do sabugo, peso de 100 grãos e estimada a produtividade. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste Tukey (p < 0,05) para comparação de médias. A análise de regressão foi feita diante as doses do fertilizante organomineral para produtividade de ambas as culturas. A utilização do fertilizante organomineral peletizado e torta de filtro no plantio proporcionam efeitos positivos ao desenvolvimento e produção de plantas de beterraba assim como para o milho em sucessão, mostrando-se alternativas viáveis à adubação mineral neste sistema.

Biografia do Autor

Fabrício Resende de Aguiar, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduação em Agronomia pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (2019), integrante do Núcleo de Estudos em Cafeicultura e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal.

André Cabral França, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduação em Agronomia pela Universidade Estadual de Montes Claros (2005), mestrado em Fitotecnia pela Universidade Federal de Lavras (2007) e doutorado em Fitotecnia pela Universidade Federal de Viçosa (2009). Atualmente é professor Associado 1 da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em CAFEICULTURA, atuando principalmente nos seguintes temas: cafeicultura, manejo integrado de plantas daninhas, glyphosate, adubação organomineral, micorrizas e ácido cítrico. 

Rafaele de Sousa Cruz, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Engenheira Agrônoma formada pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM (2017). Mestre em Produção Vegetal na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), com ênfase na área de grandes culturas. Possui experiências como monitora voluntária na disciplina de Cafeicultura, participou como aluna de iniciação científica voluntária na área de Microbiologia do solo. Foi coordenadora de marketing no CREA - Minas júnior núcleo diamantina. Foi membro do Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf - UFVJM).

Levy Tadin Sardinha, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Técnico Agrícola com Habilitação em Agropecuária pelo Instituto Federal Minas Gerais Campus São João Evangelista, concluído em 2011. Bacharel em Agronomia (2012-2017) e Mestre em Produção Vegetal (2017-2019) pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, atuando na linha de pesquisa de Grandes Culturas. Membro do Núcleo de Estudos em Cafeicultura - NECAF. Possui experiencia na área de Forragicultura e Cafeicultura

Caroline Maira Miranda Machado, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Engenheira Agrônoma formada pelo Instituto Taquaritinguense de Ensino Superior, Taquaritinga-SP. Mestra em Produção Vegetal - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Doutoranda em Produção Vegetal - UFVJM atuando nas áreas de grandes culturas. É membro do grupo de estudos NECAF da UFVJM, Diamantina - MG, com destaque em pesquisas na cafeicultura e tecnologia. Possui experiência na área de Tecnologia de sementes, ênfase em Agronomia.

Brendo de Oliveira Ferreira, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduando no curso de Agronomia pela Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri. É membro do grupo de estudos NECAF - Núcleo de estudos em Cafeicultura - da UFVJM, Diamantina - MG, com destaque em pesquisas na cafeicultura.

Fausto Henrique Vieira Araújo, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Mestrando no programa de pós-graduação em produção vegetal (UFVJM). Membro do Grupo de Estudos em Agricultura e Modelagem Ecológica (AGRIME) e do Núcleo de estudos em Cafeicultura (NECAF) da UFVJM. 

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Publicado

2021-03-04