Infecção natural por Platynosomum fastosum em felino doméstico no município de Alegre, Espírito Santo e sucesso no tratamento com praziquantel

Autores

  • Nayara Camatta Campos Médica veterinária autônoma, Linhares-ES, Espírito Santo, Brasil.
  • Daniele Fassina de Siqueira Médica veterinária autônoma, Vitória-ES, Brasil
  • Lívia Reisen Perin Médica veterinária autônoma, Linhares-ES, Espírito Santo, Brasil.
  • Luanna Castro Oliveira Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Campos dos Goytacazes-RJ, Brasil.
  • Diefrey Ribeiro Campos Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica-RJ, Brasil.
  • Isabella Vilhena Freire Martins Universidade Federal do Espírito Santo, Alegre-ES, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.26605/medvet-v12n1-2138

Palavras-chave:

colangite parasitária, platinosomíase, gato

Resumo

Platynosomum sp. é um trematódeo encontrado em áreas tropicais e subtropicais e acomete felinos domésticos, sendo a principal via de transmissão a ingestão das lagartixas, contendo as formas infectantes, as metacercárias e parasitando fígado, vesícula biliar e ductos biliares. Na maioria dos animais infectados cursa com a forma assintomática, porém, a severidade da doença está associada com a carga, o tempo e a resposta individual do animal parasitado. O exame coproparasitológico é fundamental para possível diagnóstico, pela visualização de ovos operculados. O estudo tem como objetivo relatar um caso de um felino doméstico naturalmente infectado por Platynosomum fastosum no município de Alegre, Espírito Santo. A felina possuía acesso à rua com hábito de caçar e foi submetida a exame coproparasitológico para estudo epidemiológico de verminoses de gatos do município de Alegre-ES. No exame foi encontrado ovos de P. fastosum por meio da técnica parasitológica de centrífugo-flutuação. Não foram vistas alterações clínicas e no exame ultrassonográfico. A partir disso, foi tratada com praziquantel na dose de 20 mg/kg continuado por 3 dias. O exame coproparasitológico foi repetido uma semana e 10 meses após o tratamento obtendo-se resultados negativos evidenciando o sucesso da terapêutica. Dessa forma, os dados presentes nesse relato buscam atentar para casos de platinossomíases e introduzir os exames coproparasitológicos na rotina.

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Publicado

30-10-2018

Como Citar

Camatta Campos, N., Fassina de Siqueira, D., Reisen Perin, L., Castro Oliveira, L., Ribeiro Campos, D., & Vilhena Freire Martins, I. (2018). Infecção natural por Platynosomum fastosum em felino doméstico no município de Alegre, Espírito Santo e sucesso no tratamento com praziquantel. Medicina Veterinária, 12(1), 17–21. https://doi.org/10.26605/medvet-v12n1-2138

Edição

Seção

Medicina Veterinária Preventiva