O Período das Artes Práticas: A Química Ancestral Africana

Bárbara Carine Soares Pinheiro

Resumo


Recorrentemente ao buscarmos referências literárias que dialogam com a história da química é comum encontrarmos narrativas historiográficas que pautam uma ancestralidade do conhecimento químico atual apenas baseado na hipótese atômica grega. No entanto, a química especulativa grega está inserida em um contexto historiográfico mais amplo denominado protoquímica que é subdividido em período das artes práticas e química especulativa, nessa ordem temporal, inclusive. O próprio termo “artes práticas” já é pejorativo quando visa não remeter os conhecimentos ali produzidos a partir dos processos de manipulação técnica da matéria com a nossa noção de ciência. Além disso, quando os conhecimentos acerca da produção de cerâmica, bebidas alcoólicas, tinturaria, fundição de metais, cosmetologia, farmacologia, mumificação, dentre outros advindos das artes práticas são citados, normalmente estes são desvinculados de suas dimensões temporais e territoriais africanas. Neste artigo, iremos acessar alguns destes conhecimentos, por meio de uma perspectiva descolonial, positivando a ancestralidade química africana a partir do desenvolvimento dessas tecnologias, que foram pioneiras na história da humanidade.


Palavras-chave


Artes práticas, História da Química, Química ancestral africana.

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